Se você já ouviu falar nestes termos, de fato você já sabe. Big Data, BI e Ciência de Dados: Estamos na era da informação. Um período em que a capacidade de coletar, processar e analisar dados se tornou um dos maiores ativos para qualquer negócio. Neste sentido, essas vertentes emergem a fim de catapultar a forma como tratamos dados: Big Data e Business Intelligence (BI). Juntos, eles formam a base para a Ciência de Dados, a disciplina que não só nos ajuda a entender o que aconteceu no passado, mas também a prever o que virá a seguir.
O famigerado conceito de que dados são o ‘ouro negro’(petróleo) contemporâneo já está consolidado. Mas talvez seja mais assertiva a percepção de que o dado no estado bruto possa ser considerado o petróleo. Já a análise e manipulação desses dados poderia ser como o combustível refinado, movendo a economia e as engrenagens da sociedade como um todo.
É nesse ponto que o Big Data entra. Trata-se de um volume de dados tão massivo e complexo que as ferramentas tradicionais de processamento se tornam ineficazes. Pense em dados gerados por redes sociais, sensores de internet das coisas (IoT), transações bancárias, e-mails, entre outros. A quantidade global de dados atingirá aproximadamente 175 zettabytes ainda em 2025, como projeta a consultoria IDC (International Data Corporation). É necessária uma arquitetura extremamente singular para lidar com um volume tão colossal de informação.
O Papel do Business Intelligence
Se o Big Data é a montanha de dados, o Business Intelligence é a ferramenta que nos ajuda a subir nela e ter uma visão panorâmica. Entende-se por Business Intelligence ou BI um conjunto de abordagens, metodologias e técnicas para manipular dados brutos e os afunilar em informações úteis a fim de serem tomadas decisões estratégicas para as corporações. É o que permite aos gestores entenderem o desempenho de suas empresas, identificarem tendências e tomarem decisões mais inteligentes.
Um dashboard de BI, por exemplo, pode mostrar em tempo real o desempenho de vendas de cada produto, o comportamento dos clientes em um e-commerce ou a eficiência de uma campanha de marketing. Algumas tecnologias compõem as ferramentas necessárias que tornam capaz a possibilidade de extrair informações valiosas dos dados como o Microsoft Power BI, Tableau, Google Looker Studio, entre outros. Eles transformam números e planilhas em gráficos, mapas e infográficos que qualquer pessoa pode entender, democratizando o acesso à informação dentro das empresas.
A convergência dos dados
Data Science, ou Ciência de Dados, tem um papel fundamental de convergência com Business Intelligence dentro do universo de Big Data, para responder questões fundamentais a respeito do passado e do futuro a partir de dados.
BI tradicionalmente foca na análise descritiva (o que aconteceu). Já a Ciência de Dados vai além, utilizando machine learning e modelos preditivos para responder a perguntas mais complexas. Ela se concentra em três tipos de análise:
- Análise Descritiva: O que aconteceu? (Ex: “Qual foi o faturamento do último semestre?”)
- Análise Preditiva: O que pode acontecer? (Ex: “Quais clientes têm mais chances de contratar nosso serviço?”)
- Análise Prescritiva: O que devemos fazer? (Ex: “Qual a melhor oferta para reter esse cliente?”)
Segundo o renomado cientista de dados Dr. Michael Jordan, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, “a Ciência de Dados não é apenas estatística ou informática, é a interseção dessas duas áreas com o conhecimento do domínio do negócio.” Novamente estamos falando de convergência. Tal definição absoluta é o que nos permite transformar dados em insights estratégicos.
Um exemplo prático é a personalização de experiências. Empresas como a Netflix utilizam algoritmos de machine learning, alimentados por Big Data (histórico de visualizações, avaliações, tempo gasto em cada filme), para prever quais filmes e séries um usuário provavelmente vai gostar. Como resultado tem-se um sistema de recomendação que não somente retém, mas, acima de tudo, aumenta o engajamento e a satisfação do cliente. Amazon também usa essa lógica para sugerir produtos, o que obviamente deve contribuir de maneira significativa no seu faturamento.
O Futuro Conduzido por Dados
Ciência de Dados já promove impacto visível em diversos setores. Na área da saúde, a análise de Big Data permite a identificação de padrões em doenças e o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes. No setor financeiro, modelos preditivos são usados para detectar fraudes em tempo real e avaliar riscos de crédito com maior precisão.
O futuro, no entanto, é ainda mais promissor. Com o avanço da inteligência artificial generativa e o aumento da capacidade de processamento, a fronteira entre a análise de dados e a automação de decisões se torna cada vez mais tênue. O cientista de dados e autor Bernard Marr argumenta que “a próxima grande revolução da tecnologia não será a capacidade de ter Big Data, mas sim a capacidade de usá-lo para serem tomadas decisões autônomas e mais assertivas.”
Em resumo, o Big Data nos fornece a matéria-prima, o Business Intelligence nos dá a visualização e a compreensão do passado, e a Ciência de Dados nos capacita a antever o que está por vir. Investir nesses campos não é uma opção, mas uma necessidade para qualquer empresa que busca não apenas sobreviver, mas prosperar na economia da informação. A capacidade de extrair valor dos dados é, sem dúvida, o fator que diferencia as empresas de hoje e molda as líderes de amanhã. Big Data, BI e Ciência de Dados: Estamos na era da informação